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São Paulo de Piratininga • Os Rebeldes da Muralha
Grupo GaiaBrasilis





Em 25 de Janeiro de 1554, às 06h02 *, tem início a história fascinante de uma cidade que viria a ser a mais importante metrópole do Hemisfério Sul. 

Fundada por um grupo de jesuítas sonhadores que propunham mais do que catequizar, nem imaginavam que aquele pequeno Colégio em São Paulo de Piratininga abrigaria um povo rebelde, resistente e trabalhador que construiria a Terra das Oportunidades e atrairia povos de todas as partes do mundo em busca do sonho de liberdade e riqueza. 

Subindo ao topo da Serra do Mar, dispostos a vencer essa Muralha natural, fazer dela seu mundo e ser consumidos pela antropofagia de seu povo rude, construíram uma das maiores cidades do mundo, um lugar para todos os povos e todas as raças, todas as idéias e todas as culturas: a Paulicéia Desvairada. 

O Grupo GaiaBrasilis faz nesta pesquisa, no ano em que a cidade completou 450 anos, uma homenagem à Metrópole que foi chamada de "Grande Boca de mil dentes", revisitando sua história e entendendo seu povo e sua dinâmica através da análise de seu mapa astrológico de fundação.

Destacamos temas e características desta cidade cantada em versos, músicas e poemas, construída, destruída e reconstruída várias vezes, amada e odiada, mas sempre marcante por quem passa por suas esquinas.

Conhecendo a evolução de uma cidade podemos entender sua dinâmica e seu desenvolvimento, como ela causa espanto, amor e ódio, dor e alegria.


Minhas reivindicações? 
Liberdade. 
Uso dela; não abuso. 
Sei embridá-la nas minhas verdades
filosóficas e religiosas; 
porque verdades filosóficas, religiosas,
não são convencionais como a Arte,
são verdades. 
Tanto Não abuso! 
Não pretendo obrigar ninguém a seguir-me. 
Costumo andar sozinho.
in "Lira Paulistana" de Mário de Andrade



Uma cidade dinâmica e versátil, com grande diversidade de atividades. 

As características fortemente aquarianas, com Sol, Ascendente, Mercúrio, Marte e Plutão no signo de Aquário, apontam para um eterno construir-destruir-reconstruir que encontramos na cidade. Diz-se que São Paulo foi construída pelo menos três vezes.

Podemos até mesmo dizer que São Paulo vai apagando as gerações anteriores em um processo de contrução-destruição-reconstrução constante, onde novas obras são feitas a todo instante, destruindo marcos, referências e a própria história, locais de moda tornam-se decadentes e outros tornam-se o foco de atenção do momento, num eterno movimento antropofágico, justificado pela presença de Plutão na Casa 1 do Mapa Astrológico da cidade.

"A velocidade é tão grande, a ponto de apagar, no espaço de uma vida humana, o ambiente de uma geração anterior: os jovens não conhecem a cidade onde, jovens como eles, viveram os adultos. Assim, as lembranças são mais duradouras que o cenário construído, e não encontram nele um apoio e um reforço".
(Benedito Lima de Toledo in "São Paulo: Três cidades em um século", Livraria Duas Cidades, 1983)

A impessoalidade, a indiferença e o desapego são marcas que indicam a facilidade para romper com tradições passadas.
(Sol em Aquário na Casa 1 quadratura Netuno em Touro na Casa 4).

O povo que inicialmente ocupou este território tem origem rude, na sua maioria mamelucos, nada simpáticos aos olhos dos forasteiros, demonstrando frieza e até certa antipatia, fama que guarda até hoje. Estas características se devem à forte presença do signo de Aquário no Ascendente e a presença de Plutão na Casa 1.

Começou um novo dia
Já volta quem ia, o tempo é de chegar.
De Metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro,
melhor vou faturar.
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier.
In "Sinfonia Paulistana" de Billy Blanco

Uma cidade de empreendedores desde sua origem, que levou seus habitantes a lutar arduamente para sobreviver, já que não gozavam dos prazeres e facilidades que a corte proporcionava.

Mas, afinal, quem desta cidade de gente rude, arrogante e antipática se renderia aos nobres da corte? (Sol e Plutão na Casa 1)

Rebeldes desde sua fundação, e em toda sua história, desafiaram as instituições e lutaram contra o que julgaram certo ou errado, em nome da liberdade para todos, mas à sua maneira, e sem questionamentos.

"Do ponto de vista político a Metrópole (Portugal) acabou sentindo que não era interessante tratar autoritariamente a gente do" "país dos paulistas", pois seriam ineficazes quaisquer tentativas de ação violenta contra os habitantes do planalto, que chegaram à ameaça de trancar o Caminho do Mar, isolando-se nas suas terras de serra-acima. Por certo foram exageradas as afirmações de Froger e de outros cronistas antigos de que os paulistas haviam fundado uma espécie de república praticamente independente dos soberanos portugueses – e inteiramente absurda a de que a povoação se originara de bandidos de todas as nacionalidades, acusação documentadamente desfeita por Frei Gaspar da Madre de Deus. Mas o fato é que até aos olhos de autores portugueses os moradores de Piratininga passavam no século XVII por vassalos um tanto insubmissos. Fama de que os paulistanos – ou os paulistas em geral – foram defendidos pelo poeta Cláudio Manoel da Costa e por Lacerda e Almeida. Aquele escrevendo: "Os naturais da cidade de São Paulo, que têm merecido a um grande número de geógrafos antigos e modernos serem reputados por uns homens sem sujeição ao seu soberano, faltos de conhecimento e respeito que devem às suas leis, são os que nessa parte da América têm dado ao mundo as maiores provas de obediência, fidelidade e zelo pelo seu reino". E o autor dos "Diários de Viagem" observando: " ... o caráter dos paulistas, inteiramente desfigurado por todos os historiadores que, discorrendo por todo mundo, ao mesmo tempo em que estão encerrados nos seus gabinetes, tendo por verdadeiras as notícias dadas pelos êmulos e rivais, os capitulam por bárbaros, como se o valor, resolução e intrepidez dependessem da barbaridade, e não de ânimos honrados e ambiciosos de glória". 
(História e Tradições da Cidade de São Paulo, Volume 1, Ernani Silva Bruno)

São Paulo tem a fama de não parar nunca. A velocidade, o stress e o nervosismo saltam aos olhos de qualquer observador. (Sol, Mercúrio e Marte em Aquário na Casa 1 trígono Urano)

A cidade tem uma cara aquariana, com sua sisuda urbanidade.

Representa para os muitos forasteiros, do país e do mundo, que aqui se estabeleceram, a promessa de um futuro melhor. É a "Terra das Oportunidades". (Ascendente em Aquário)

Os que se instalam na cidade, por opção própria ou necessidade, acabam aceitando o ritmo alucinante ou são engolidos por ele num processo antropofágico desta cidade da "bocca de mil dentes", sendo absorvidos pelo sistema e desenvolvendo, até por questões de sobrevivência: inventividade e genialidade, características paulistanas dos que aqui nasceram ou aqui se estabelecem. (Plutão na Casa 1 e Stellium em Aquário)

Absorvidos por um sistema alucinante e rico de informações e oportunidades, seus habitantes criam um vínculo forte e vicioso com o ritmo da cidade. (Urano, Regente do Ascendente conjunção Lua e Plutão trígono Lua).

Nas músicas que mais representam a cidade ("Trem das Onze", Adoniran Barbosa, e "Sampa", Caetano Veloso), observa-se um sentimento de inquietação provocado pelo eterno e incansável movimento entre um cruzamento e um trem, mas também a estranha atração pelas promessas de futuro aqui encontradas. Em "Saudosa Maloca", também de Adoniran Barbosa, sente-se a melancolia e o conformismo com que seu povo aceita a necessidade do eterno construir-destruir-reconstruir sentindo que a cidade precisa crescer e isso será melhor. A letra da música é escrita em um sotaque "macarrônico", bem característico ao povo paulistano.

No mapa de fundação da cidade percebe-se a vocação urbana (stellium em Aquário Ascendente). Apesar de permanecer por quase 300 anos isolada do restante do país, diversas circunstâncias históricas fizeram as atenções convergirem para o planalto de Piratininga. São Paulo ganhou destaque quando pôde mostrar sua vocação natural: moderna, urbana e industrial.

A urbanidade presente na cidade (Mercúrio em Aquário trígono Urano) contrasta com o Brasil rural, de relações amistosas e menos complexas. 

Em São Paulo se aprende, dura e cruamente, que fazemos parte de uma teia urbana, com todas as vantagens e desvantagens de se viver em um centro cosmopolita.

Ao longo dos 450 anos da sua história a cidade assumiu diversas facetas como as atividades desbravadoras dos bandeirantes ou aquelas fabris e comerciais que atraíram imigrantes estrangeiros e brasileiros de todas as regiões. Tornaram-na uma metrópole ciclópica, que Mário de Andrade disse ter “mil dentes”, exemplo mundial de convivência entre etnias tão diversas e harmonia multicultural conjugada com uma notável prosperidade material, desconhecida no restante do Brasil.

São Paulo pode ao primeiro olhar assustar, por sua agressividade e violência, afinal possui Marte e Plutão na Casa 1, mas essa violência normalmente se dissipa na própria dinâmica da cidade.

O forte padrão uraniano da cidade leva seu povo diversificado a dividir o mesmo espaço geográfico e buscar seus iguais formando grupos/guetos/etnias/tribos e, ainda preservando sua individualidade. 

No passado foi preciso vencer a grande muralha que a Serra do Mar colocava à frente dos primeiros colonizadores. Ergueu-se outra muralha para proteger a pequena cidade recém fundada dos ataques dos índios. Séculos depois vê-se outra muralha feita de edifícios que impressiona e assusta quem se aproxima, mas que causa atração e repulsa, amor e ódio, decepção e encanto. 

Uma cidade que vive por si só.

* horário retificado pelo Grupo GaiaBrasilis baseado em fatos e registros históricos utilizando técnicas astrológicas.
** Texto extraído do CBA nº 01 • São Paulo de Piratininga • Os Rebeldes da Muralha • GaiaBrasilis • Julho/2004

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CBA • Caderno Brasileiro de Astrologia nº 01


GaiaBrasilis é um grupo de astrólogos que se reuniu em 03 de fevereiro de 2002 às 11h44m, horário de verão em São Paulo, na Paulicéia Desvairada.
Nasceu com o objetivo de empreender pesquisas na área astrológica divulgando a produção da Astrologia no Brasil e suas relações com as artes, a cultura e a história.
Ao considerar (con= de acordo e sideral = estrelas, ou seja de acordo com as estrelas) a carta natal do Grupo GaiaBrasilis marca um forte idealismo e nacionalismo que busca sua realização com trabalho, coragem e pioneirismo.
O espírito empreendedor marca o compromisso de um trabalho social e o impulso para arriscar-se frente ao desconhecido.
Através desta linguagem fantástica que é a Astrologia buscam contribuir intelectual e criativamente na análise dos processos cósmicos, históricos, culturais, sociais, comportamentais desta nação.

• Nádia Cristiane de Oliveira
Astróloga, Geógrafa e professora da GAIA • Escola de Astrologia
• Patrícia Boni
Astróloga, jornalista e educadora. Professora da GAIA • Escola de Astrologia. 
• Robson Papaleo
Astrólogo, diretor e coordenador de cursos e eventos da GAIA • Escola de Astrologia, diretor do Centro Cultural Esotérico, formação em Arquitetura e Urbanismo, especialização em Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Cultural.

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