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Astrologia e inconsciente a serviço da disciplina de si mesmo
O simbolismo astrológico e a psique humana • resenha
Clarissa de Franco
 






Luiz Carlos Teixeira de Freitas, com a obra O simbolismo astrológico e a psique humana (Ed. Pensamento, 1991) promove uma interlocução entre a astrologia clínica e fundamentos da psicologia analítica e transpessoal. Essa aproximação fecunda, presente em tantos outros trabalhos de mesma natureza, utiliza o símbolo como a matriz da qual emanam os significados de integração entre essas áreas.

Entendendo a astrologia como uma ferramenta de autoconhecimento e não apenas como um recurso divinatório, o autor situa sua obra apoiando-se no paradigma holístico, que inclui conhecimentos de diversas matrizes, como mitologia, religião, filosofia, psicologia, esoterismo, entre outros. Essa multiplicidade reflete a formação do próprio Luis Carlos Teixeira, que define a si mesmo como “filho de jornalistas fortemente intelectualizados” (p. 14), e atua em psicologia, astrologia e outros campos afins.

Sua obra esbarra em conceitos como livre-arbítrio e destino e outros conflitos básicos da formação de todos os indivíduos, dispostos no livro ao longo de doze capítulos. Nos primeiros, são abordados os principais fundamentos astrológicos, sempre acompanhados da análise da psicologia junguiana, o que caracteriza o texto como muito além de um recurso didático para o astrólogo, mas como um amplo instrumento de reflexão sobre os mecanismos psicológicos humanos, à luz da astrologia.

Penso que a jóia do livro é revelada nos três capítulos finais, em dois dos quais o planeta Saturno é deliciosamente desvendado em suas mais diversas manifestações, com uma descrição densa e profunda, que serve tanto a estudos de mapas astrais, como também a reflexões sobre as diversas facetas da crise, das restrições e da responsabilidade na vida humana. Análise tão criteriosa e profunda como a de Teixeira de Freitas encontra-se na obra da consagrada Liz Greene sobre o planeta Saturno (Saturno: o senhor do karma. São Paulo: Pensamento, 1994), obra sobre a qual ele próprio faz referência em seu livro. 

Finalmente, ao fechar com o saboroso e lento esmiuçar dos mitos, Luiz Carlos Teixeira de Freitas parece cumprir sua tarefa de fazer o leitor mergulhar sobre o poder do inconsciente, reforçando sua tese de que “os impulsos inconscientes predominam sobre o comportamento consciente” (p. 17) e só podem ser alterados por um longo trabalho de esforço da vontade individual. Sua profunda análise dos mitos agrega conhecimento tanto aos astrólogos, que podem se aproveitar de um rico material para engrandecer seu repertório de simbologia dos signos, quanto para qualquer um que esteja interessado no longo e curioso processo de individuação dos seres humanos. Com as bênçãos de Jung! 

* Resenha do livro O simbolismo astrológico e a psique humana(São Paulo: Pensamento, 1991), de Luis Carlos Teixeira de Freitas

Clarissa De Franco é astróloga e psicóloga clínica e também é responsável pelo horóscopo das revistas Capricho, Witch, Princesas e do site www.sedateens.com.br. É mestre em Ciências da Religião e professora universitária, pesquisadora do CPG – Central de Pesquisas da Gaia


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