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Astrologia: Qual é o seu mito pessoal ?


"O céu exterior é um guia para o céu interior".
Sandra Marques

Já dizia Campbell em seu livro "Mito e Transformação" que no desenvolvimento da psicologia de cada indivíduo, cada um de nós possui um mito pessoal que nos guia,quer tenhamos consciência ou não. As imagens dos mitos colocam o consciente em contato com o nosso inconsciente. Quando não temos imagens mitológicas, ou quando o consciente as ignora por alguma razão, perdemos o contato com a nossa parte mais profunda de nossa psique. E esse é o propósito de uma mitologia pela qual se possa viver: é preciso descobrir por qual mitologia estamos de fato vivendoe conhecê-la, para podermos então desenvolver a nossa verdadeira vocação. 

A Astrologia tem por natureza mediar o mundo externo e interno do homem e mostrar que, em essência, eles são um só. Existe uma lei de correspondência entre o mundo exterior visível – o céu, e o mundo interior invisível - a psique. Neste paralelo, o céu exterior é um guia para o céu interior. A importância do simbolismo astrológico para a psique é antiquíssima. Os deuses da mitologia, assim como os signos e planetas da astrologia, representam forças e princípios vivos existentes no universo e na vida interior de cada um de nós.

Podemos nos referir à Astrologia como sendo uma estrutura mitológica que mostra o relacionamento do homem com algo maior. E é nesse ponto que o mapa natal pode servir como guia para uma auto compreensão.

Ao observarmos o mapa natal de uma pessoa no momento exato de seu nascimento, podemos entender as energias e seus ritmos particulares, bem como o modo como eles operam em sua psique.

Esse registro simboliza um padrão de potencialidades e nos diz como esta pessoa poderá “cumprir melhor” seu destino. Embora as indicações simbólicas não sejam literais, elas informam sobre as áreas que mais a motivam,as suas necessidades e quais as limitações pessoais que terá que perceber para se desenvolver ao longo de sua existência.

E todo mapa individual contém os mesmos ingredientes: sol, lua, planetas, signos... Sendo que os arranjos entre eles em cada carta são diferentes: “Deus nunca se repete a si próprio”, menciona Alice Howell. Cada um tem a livre escolha para agir e esse livre arbítrio consiste no fato da pessoa concordar em ser “o que ela realmente é”, ou seja, compreender e seguir o seu mito pessoal.

O Zodíaco astrológico, também chamado de caminho da vida, nos permite conhecer toda a mitologia da cultura humana desde os tempos mais remotos da história. Vemos nos mitos o Zodíaco associado aos movimentos mais importantes (colunas e templos) e às celebrações dos mistérios iniciáticos. As doze constelações e seus signos correspondentes exprimem a verdadeira constelação dos seres vivos em sua evolução cíclica para a transformação. As figuras mitológicas e os grandes eventos em que homens e Deuses são protagonistas, sejam eles encontrados por analogia ao Zodíaco, se concentram numa espécie de poema ordenado segundo a evolução da Energia Universal.

E tudo se move no céu astrológico, assim como tudo se move continuamente no homem. Os astros são a maneira de viver de cada indivíduo e os mitos e os símbolos relacionados com os próprios astros nos explicam e justificam isso.

O Sol, expresso no centro deste grandioso símbolo do círculo, é o astro do mapa, o “trono da psique”. A posição que ele ocupa no mapa no momento do nascimento vai determinar o padrão de comportamento básico da pessoa. O Sol astrológico representa o impulso criativo e a realização no mundo exterior.

No mito de Odisseu vemos o personagem impedido de voltar para a pátria de origem pela vontade do Sol, que o deixa sem a luz do dia e o obriga a se aventurar rumo ao desconhecido. O Sol sustenta o homem no seu caminho dentro da vida, e ele pertence ao signo de Leão, o quinto signo zodiacal. Portanto exprime o princípio de Eros, de vitalidade e de criatividade que se aplica ao indivíduo para realizar toda a sua vida. Compreender o Sol dentro de nós mesmos é o início do caminho para a descoberta de nosso mito.

No mapa natal, a energia do Sol é filtrada, refletida e distribuída pelos planetas.  O elemento do Sol e a energia do signo em que se encontra estão implicitamente estimulando e fluindo através da localização de todos os outros planetas no mapa natal de uma pessoa. O Sol é nosso “eu”, e apenas quando mudamos a nossa consciência é que os eventos exteriores começam a fazer sentido na vida.

Sem dúvida a Astrologia nos fornece a base para a compreensão da personalidade. Alice Howell comenta que o mapa natal “é uma dádiva do universo, é um mapa do tesouro para o processo de individuação, um recinto sagrado, pois descreve com mais segurança o local onde Deus habita em nós na forma de um Hóspede Divino”.

O homem é um ser complexo e em contínuo devir através das doze etapas zodiacais. Por isso é essencial que ele reconheça a natureza das forças de que é constituído, e que aprenda a orientá-las para o seu fim, segundo a ordem de sua evolução cósmica no sentido mitológico do Zodíaco.

Perdemos o contato com nosso próprio mito, que é à base de nossa sustentação, alimentação espiritual e psicológica. Ao mesmo tempo sentimos a necessidade de fazer algo em nossa caminhada que nos ligue à essência que existe dentro de nós, dando a sensação de dignidade e motivação para dar à vida ao que temos de melhor.

A sensibilização das próprias energias mais profundas e a escolha do caminho interior através do itinerário dos simbolismos, mitos e arquétipos é fundamental para adquirir uma disciplina de acordo com a relação homem-mundo. Ou seja, o horóscopo traz a possibilidade de interpretação de nossa própria estrutura simbólica, fazendo emergir no indivíduo um potencial de energias até então ignoradas ou desconhecidas.

Para cada um de nós, ler-se na roda zodiacal com a sua função mitopoética, significa aproximar-se um pouco mais da subjetividade para reencontrar as peças de nosso mosaico interior. E o grande milagre continua ser o fato de o mapa natal de cada um de nós ser acessível, e de que, com o seu estudo, podermos nos tornar conscientes de nós próprios e nos aceitar mais: descobrir o Sol que existe dentro de nós.

Você parou para pensar qual é o seu mito de vida?
 



Sandra Marques
Estudante da Gaia • Escola de Astrologia
Pesquisadora da Central de Pesquisas da Gaia - CPG
Consultora de Seleção e Orientação de Carreira, Psicóloga formada pela PUC-SP

 

 

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