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O Cosmos geocêntrico: Ptolomeu e Aristóteles


“De revolutionibusorbiumcoelestium” 
Ianick Takaes de Oliveira

Como os antigos gregos pensavam, o cosmo não é uma resposta que seja dada formulaicamente; mesmo dentre um grupo como os pitagóricos, iniciadores e continuadores de importantes conceituações em relação à astronomia, essa resposta não poderia vir senão através da citação e problematização de diversas figuras.

Seria o caso, por exemplo, de Filolaus, que contrário a noção corrente na escola de Pitágoras da Terra como uma esfera estática, vê os corpos celestiais girarem ao torno de si, posicionando o planeta como mais um dentre os astros que giram em torno de um suposto fogo invisível.

Além disso, as discussões na Grécia Antiga apontam para tempos dos quais pouco se conhece:uma corrente de tradição cujas raízes se perdemtemporal e espacialmente. Sabemos o nome dos povos — egípcios, caldeus, assírios, hindus —, mas da forma como realizavam sua ciência astronômica, decomo chegaram a este conhecimento e o fértil solo que embasava a prática, disto temos pouquíssimo conhecimento.

Não obstante, para os fundamentos do cosmo tal qual o Ocidente o conheceu até a publicação de “De revolutionibusorbiumcoelestium” em 1543 por Nicolau Copérnico (1473-1543), três nomes eram centrais: Platão por “Timeu”, Aristóteles por “De caelo”, “Física” e “Metafísica” e Ptolomeu — cujo epíteto medieval ‘Príncipe dos Astrólogos’ deixa poucas dúvidas de sua importância — por “Almagesto” e “Tetrabiblos”.

Deve-se principalmente a esses dois últimos a concepção de um cosmo fechado, geocêntrico e mecânico, no qual a Terra estática ao centro tem a sua volta oito esferas celestes que a orbitamem movimentos circulares. Esses, que não são senão os cinco astros errantes — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — e os dois luminares — Sol e Lua —, eram carregados, segundo Aristóteles, por esferas compostas de uma substância chamada Éter (ou quintessência), mais sutil e pura do que a matéria da qual se constituem as coisas terrenas; essas seriam ‘corruptas’, visto que oriundas da combinação de elementos, o fogo, terra, água e ar.

O mundo sublunar, o nosso mundo, está no plano mais baixo de uma escala em que os céus, domos literalmente acima de nossas cabeças, estão em graus crescentes de perfeição, encontrando seu fim na região das estrelas fixas.

Entretanto, nos livros de Ptolomeu este modelo e oito séculos de tradição alcançam sistematização tal que, considerada de execução excelente, permanecerá como manual astronômico por mais de 1000 anos para estudiosos tanto europeus quanto islâmicos, sendo até hoje um dos mais influentes sistemas na história do pensamento humano.

Nele se postulam duas ou mais esferas para cada planeta, afim de explicar o movimento ocasionalmente errante dos astros (moção conhecida como ‘retrogradação’); os corpos celestes agora não somente giram em torno da terra em sua esfera própria, como também giram em torno de um círculo menor circunscrito à sua faixa de moção.

Para além da oitava esfera encontra-se o primum móbile, conceito que, advindo de Aristóteles, era central para as discussões teológicas medievais, no qual para toda a moção existe uma causa, um movedor. A corrente de regressões não podendo ser infinita se encerra num movimento primeiro, que entretanto não se move nem foi movido por nada.

Eterno, perfeito e indivisível, contempla tão somente a si mesmo.Todos os movimentos do cosmos — da macroesfera planetária às cotidianas atividades dos homens — estariam sujeitos a este impulso primordial.

Para Ptolomeu era esse o motor de toda ação cosmológica, causa do movimento das estrelas e dos planetas, da transição do dia para a noite e vice-versa. Era a esfera mais veloz da mecânica celeste e para além deste, o Empíreo, o mais alto dos céus.Região posteriormente apresentada na ‘Divina Comédia’ de Dante como a morada de deus, fonte de toda luz e criação.

 



Ianick Takaes de Oliveira
Nascido em 1987 em São Paulo. Bacharel em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade de Campinas (IA/Unicamp), cursa atualmente Mestrado em História da Arte pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da mesma universidade. Seus principais interesses são pela História das Ideias, Teoria e Crítica de Arte e Estética. Atua profissionalmente como designer freelancer. Estudante e pesquisar do CPG, na Gaia Escola de Astrologia.

 

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